Dezembro e Janeiro – com mais destaque no ano, por comporem o cronograma de celebrações do nascimento de Jesus – são épocas, de festas, de congraçamento com a família, amigos e irmãos, motivo para recarregarmos as baterias, com a energia que a nossa máquina física precisa mas, não só isso: também, são oportunidades que se nos oferece o calendário anual, para refletirmos e prepararmo-nos para desafios futuros. Por isso, queremos, em nome do Grão-Mestrado de nossa Potência maçônica, compartilhar com os membros de todas as lojas e de todos os graus e cargos – de alguns conceitos a respeito da Ordem e da data.

A maçonaria, como todos sabemos, não substitui a religião de nossa escolha e, também, não é dela uma alternativa. Nossa Ordem não trata de assuntos espirituais, isto é absolutamente certo; não tem sacramentos, não oferece e nem pretende oferecer qualquer tipo de salvação. “Se submetida a testes de competência religiosa, a maçonaria falharia em todos”, como afirmou o reverendo John MacQuarrie, professor de Teologia da Universidade de Oxford. Mas, a instituição espera, de todos nós, um comportamento ‘religioso’, acreditando e honrando o construtor dos mundos, a quem denominamos o Supremo Arquiteto do Universo. Sem comprometer suas crenças particulares, é nesse comportamento, de natureza íntima, “que reinam os atributos que possibilitam, numa comunidade heterogênea como a nossa, uma atmosfera de harmonia e amizade, daí nascendo os mais fortes laços da nossa fraternidade, que remonta aos seus primórdios – a tolerância”.

Eis que o período natalino nos permite e nos possibilita conscientizarmo-nos, também, da responsabilidade que a Ordem nos delegou, a todos os iniciados, o dever de defender o relacionamento de amizade entre os homens, fazendo-os irmãos, e do mundo, transformando-o numa só pátria.

Com os mais ardentes votos de Boas Festas e um Feliz 2017.

 

Oriente de Palmas, TO, Natal de 2016.

Izelmon de Sousa Barbosa

Grão Mestre